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Quais são as cores

e as coisas

pra te prender?

nobroke:

“Problemas de saúde decorrentes de estresse, transtornos de ansiedade e casos de depressão dispararam nos últimos trinta anos, apesar de todo mundo ter uma TV de tela plana e pedir comida em casa. Nossa crise não é mais material; é existencial, espiritual.”

A sutil arte de ligar o foda-se.

florejaste:

“Sou completamente apaixonada por pessoas que se vão, mas sabem exatamente o caminho de volta. E voltam.”

Marjorie Moreira.

😊

1999vp:

dosederiso:

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orgulho:

“Quando a gente conversa. Contando casos, besteiras. Tanta coisa em comum. Deixando escapar segredos. E eu não sei que hora dizer. Me dá um medo, que medo. É que eu preciso dizer que te amo.”

Cazuza.   

poetaciumenta:

“O amor é tão arrogante que não aceita virar amizade.”

Fabrício Carpinejar.

perm4nente:

eu quero continuar minha vida de onde parei
mas você não está mais aqui
quando sairmos disso
e as ruas estiverem liberadas
vou estar sozinha
carregando por aí uma velha saudade

eu me engano
todos os dias insisto em pensar que ainda há tempo
e a verdade é que tudo já se foi de mim
e quem sou hoje não me agrada
não era o que eu esperava

vivo em busca do meu eu que perdi sabe-se lá quando
e onde

voltar é doloroso
e seguir em frente sendo metade também

não há saída para mim.

Beatriz Pontes

lezkissgifs:

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outro–eu:

se eu pudesse voltar atrás, quando o nosso nós ainda pintava um mundo melhor e mais vivo, eu mudaria nossas brigas por insegurança. diria no ouvido da minha eu do passado que não valia a pena se permitir afundar por tão pouco. por uma ideia sem fundamento, uma paranoia. me diria que, naquele momento, parecia ser só mais uma briguinha de casal, o que é normal, mas que com o tempo se tornaria cansativo. me diria que era melhor se permitir aproveitar o momento e fixar os pés na realidade, assim as chuvas fortes não pareceriam tempestades monstruosas. se eu pudesse me aconselhar, diria que guardar nunca é bom. me diria pra falar sobre tudo, até sobre os medos que às vezes entalam o “eu te amo” na garganta, porque não vale a pena guardar nada que sufoque o afeto. se eu pudesse te aconselhar, eu diria pra você reparar mais em como a sua indiferença me empurrava pra longe. te diria pra ouvir sinais do sorriso maroto até entender que amor também é sobre reparar, olhar além do próprio umbigo. te diria pra dar mais atenção aos meus gritos tão silenciosos. nós nos matamos, pois não sabíamos uma porção de coisas que sabemos agora. não fazíamos ideia que algumas coisas são acumulativas. as piores coisas. as palavras não ditas. as brigas evitadas e as estranhas, em que ninguém entende nada, nem a gente. nos embolamos no meio do caminho. deixamos a vida bater na gente e, ao invés de revidarmos na própria vida, batemos um no outro, porque era mais fácil. você me teve como certeza, como se independente de tudo eu nunca fosse te deixar, nem se você deixasse de me ver. eu te tive como um campo minado, prestes a me detonar. se eu pudesse conversar com o nosso nós do passado, eu diria que nunca fomos inimigos. diria que você sempre pôde contar comigo, porque nunca existiu no mundo alguém mais disposto a te apoiar que eu. e que eu devia aprender a aceitar mais vezes a sua mão estendida. tínhamos amor, tínhamos disposição, mas não soubemos aplicar. nos matamos por falta de maturidade e, se eu pudesse voltar pra me alertar, diria que sem essa peça-chave nós nunca seríamos nada além de momento.

outroeu

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Quais são as cores

e as coisas

pra te prender?

nobroke:

“Problemas de saúde decorrentes de estresse, transtornos de ansiedade e casos de depressão dispararam nos últimos trinta anos, apesar de todo mundo ter uma TV de tela plana e pedir comida em casa. Nossa crise não é mais material; é existencial, espiritual.”

A sutil arte de ligar o foda-se.

florejaste:

“Sou completamente apaixonada por pessoas que se vão, mas sabem exatamente o caminho de volta. E voltam.”

Marjorie Moreira.

😊

1999vp:

dosederiso:

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orgulho:

“Quando a gente conversa. Contando casos, besteiras. Tanta coisa em comum. Deixando escapar segredos. E eu não sei que hora dizer. Me dá um medo, que medo. É que eu preciso dizer que te amo.”

Cazuza.   

poetaciumenta:

“O amor é tão arrogante que não aceita virar amizade.”

Fabrício Carpinejar.

perm4nente:

eu quero continuar minha vida de onde parei
mas você não está mais aqui
quando sairmos disso
e as ruas estiverem liberadas
vou estar sozinha
carregando por aí uma velha saudade

eu me engano
todos os dias insisto em pensar que ainda há tempo
e a verdade é que tudo já se foi de mim
e quem sou hoje não me agrada
não era o que eu esperava

vivo em busca do meu eu que perdi sabe-se lá quando
e onde

voltar é doloroso
e seguir em frente sendo metade também

não há saída para mim.

Beatriz Pontes

lezkissgifs:

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outro–eu:

se eu pudesse voltar atrás, quando o nosso nós ainda pintava um mundo melhor e mais vivo, eu mudaria nossas brigas por insegurança. diria no ouvido da minha eu do passado que não valia a pena se permitir afundar por tão pouco. por uma ideia sem fundamento, uma paranoia. me diria que, naquele momento, parecia ser só mais uma briguinha de casal, o que é normal, mas que com o tempo se tornaria cansativo. me diria que era melhor se permitir aproveitar o momento e fixar os pés na realidade, assim as chuvas fortes não pareceriam tempestades monstruosas. se eu pudesse me aconselhar, diria que guardar nunca é bom. me diria pra falar sobre tudo, até sobre os medos que às vezes entalam o “eu te amo” na garganta, porque não vale a pena guardar nada que sufoque o afeto. se eu pudesse te aconselhar, eu diria pra você reparar mais em como a sua indiferença me empurrava pra longe. te diria pra ouvir sinais do sorriso maroto até entender que amor também é sobre reparar, olhar além do próprio umbigo. te diria pra dar mais atenção aos meus gritos tão silenciosos. nós nos matamos, pois não sabíamos uma porção de coisas que sabemos agora. não fazíamos ideia que algumas coisas são acumulativas. as piores coisas. as palavras não ditas. as brigas evitadas e as estranhas, em que ninguém entende nada, nem a gente. nos embolamos no meio do caminho. deixamos a vida bater na gente e, ao invés de revidarmos na própria vida, batemos um no outro, porque era mais fácil. você me teve como certeza, como se independente de tudo eu nunca fosse te deixar, nem se você deixasse de me ver. eu te tive como um campo minado, prestes a me detonar. se eu pudesse conversar com o nosso nós do passado, eu diria que nunca fomos inimigos. diria que você sempre pôde contar comigo, porque nunca existiu no mundo alguém mais disposto a te apoiar que eu. e que eu devia aprender a aceitar mais vezes a sua mão estendida. tínhamos amor, tínhamos disposição, mas não soubemos aplicar. nos matamos por falta de maturidade e, se eu pudesse voltar pra me alertar, diria que sem essa peça-chave nós nunca seríamos nada além de momento.

outroeu